Tenho de confessar isto:
Já por várias ocasiões, mais ou menos longas, roí as unhas. Aliás, nem é bem "roer" no verdadeiro sentido de enfiar a unhita entre os destes e trincar até acabar com ela. Não. É mais uma forma desenvolvida durante a infância para que os adultos não vissem e, portanto, evitar a palmadinha na mão: Cortar a unha de uma mão com a unha da outra mão. Simples e discreto!
A última vez em que tive unhas roídas foi na Primavera de 2004.
Como qualquer mulher, detesto não ter as unhas bonitas, portanto, fiz um tratamento mental intensivo de alguns minutos em que decidi que as não roeria mais e... feito! Durante umas 3 semanas andava de lima sempre à mão, não fosse alguma querer pregar-me uma partida.
Um dia, estando eu já com umas unhitas bem apresentáveis, houve uma coisa chamada "Europeu de Futebol" e aquele país das cores verde e vermelha jogou contra um inimigo (sim, inimigo, que adversário é outra coisa), mas do qual não me lembro agora da proveniência e apercebi-me de que gosto de futebol e, ainda por cima, simpatizo com os tais da bandeira verde/rubra.
Resumindo, a situação era esta:
Se o inimigo ganhasse, nós perderíamos a independência, o emprego, a estabilidade emocional e a vontade de sair à rua!
Tínhamos de ganhar e ganhámos!
Foi durante esse jogo que percebi que, se não voltei a roer as unhas naquele dia, dificilmente voltaria a ter essa tentação! E, pasme-se, acertei!
:)
Afinal, talvez a minha intenção nem fosse só escrever sobre roer as unhas.
Talvez fosse também escrever sobre ficar ansiosa com coisas simplesmente... importantes!
Embora eu ande com a estranha sensação de que, ultimamente, parece mal acreditar no que é nosso e na nossa Selecção, eu (ainda que não-fanática, pouco-crente e bastante-realista), espero mesmo mesmo, mas mesmo mesmo que mostrem aos outros, sem sombra de dúvida, de quem é a melhor!