quarta-feira, 11 de junho de 2008

A dúvida do dia

Rotinas:

  • O nosso (des)Governo costuma atira-nos com as medidas previsivelmente impopulares quando?
- Quando andamos entretidinhos com Europeus e afins, ora pois!


Factos:

  • Quem saiu hoje de casa viu que já não há combustíveis nos postos de abastecimento e começa a falta de produtos nos supermercados.

  • Quem saiu (ou não) hoje de casa viu que o entusiasmo pelo futebol em nada foi beliscado pelo facto acima referido.

Dúvidas pessoais:

  • Demos um passo evolutivo gigantesco e já conseguimos pensar em duas coisas importantes e antagónicas simultaneamente, lidar bem com ambas e não deixar que uma ofusque ou prejudique a atenção que damos à outra,
ou

  • Ainda não nos apercebemos da gravidade da situação?
(E não, não me refiro ao facto de Portugal poder não passar dos quartos de final).

terça-feira, 10 de junho de 2008

Diálogo surreal num país que para lá caminha

Sexta-feira passada, na recepção de uma clínica médica:

- Bom dia. Queria marcar este electrocardiograma...
- Segunda-feira às 11h50. Pode ser? (Sem "bom dia" e com ar de poucos amigos, enquanto escrevia o meu nome na agenda).
- Sim. Dê-me o número de telefone daqui, por favor, para avisar caso não possa vir.

Ontem, 11h50, mesmo local, outra recepcionista.

- Bom dia. Tenho marcação para este exame.
- Ah, pois, mas o senhor doutor já saiu. Saiu às 11h30.
- Saiu? Mas tenho-o marcado para esta hora...
- Pois, mas ele teve este intervalo sem marcações e só por uma pessoa não esteve para estar à espera. (Exactamente com estas palavras e com o mesmo ar de poucos amigos da outra).
Quer marcar para a próxima semana?
- ??????????


Agora pergunto eu:

Quem não é suficientemente profissional para esperar 20 minutos e atender uma marcação que eles próprios fizeram, terá competência e profissionalismo para me fazer um electrocardiograma?!
... ?...
Ainda bem que não esperou!

Fui à clínica do piso de baixo e fiz lá nova marcação.

Sei que há muitos profissionais, seja em que ramo for, que sabem o que significa honrar um compromisso.
Sei que há profissionais que sabem fazer um atendimento com um mínimo de educação e eficiência.
Considero que, nestas classes e neste tipo de serviços, a obrigação deveria ser ainda maior.

Portanto, sou eu que já não estou a ver bem as coisas ou estas situações não deveriam acontecer?

domingo, 8 de junho de 2008

Memórias…

Este fim de semana ver um céu como este:




Fez-me lembrar as conversar que tinha com o meu avô na varanda da nossa casa de férias…
Adorava aquelas conversas… começávamos por falar sobre o que tínhamos feito durante o dia e depois divagávamos sobre vários assuntos desde perguntas que eu lhe fazia até histórias que ele me contava da vida dele… ficávamos ali a apreciar a brisa da noite e eu a beber a sabedoria do meu avô…
Por vezes tenho saudades dessa altura da minha vida… quando somos pequenos tudo tem resposta, basta perguntar que alguém nos responde… aprendi muito com o meu avô nessas nossas conversas.

Foi isto que me lembrei ao olhar para o céu estrelado do Fundão, onde estive este fim de semana…

FATifer

sábado, 7 de junho de 2008

Roer as unhas

Tenho de confessar isto:

Já por várias ocasiões, mais ou menos longas, roí as unhas. Aliás, nem é bem "roer" no verdadeiro sentido de enfiar a unhita entre os destes e trincar até acabar com ela. Não. É mais uma forma desenvolvida durante a infância para que os adultos não vissem e, portanto, evitar a palmadinha na mão: Cortar a unha de uma mão com a unha da outra mão. Simples e discreto!

A última vez em que tive unhas roídas foi na Primavera de 2004.

Como qualquer mulher, detesto não ter as unhas bonitas, portanto, fiz um tratamento mental intensivo de alguns minutos em que decidi que as não roeria mais e... feito! Durante umas 3 semanas andava de lima sempre à mão, não fosse alguma querer pregar-me uma partida.

Um dia, estando eu já com umas unhitas bem apresentáveis, houve uma coisa chamada "Europeu de Futebol" e aquele país das cores verde e vermelha jogou contra um inimigo (sim, inimigo, que adversário é outra coisa), mas do qual não me lembro agora da proveniência e apercebi-me de que gosto de futebol e, ainda por cima, simpatizo com os tais da bandeira verde/rubra.

Resumindo, a situação era esta:

Se o inimigo ganhasse, nós perderíamos a independência, o emprego, a estabilidade emocional e a vontade de sair à rua!

Tínhamos de ganhar e ganhámos!

Foi durante esse jogo que percebi que, se não voltei a roer as unhas naquele dia, dificilmente voltaria a ter essa tentação! E, pasme-se, acertei!
:)
Afinal, talvez a minha intenção nem fosse só escrever sobre roer as unhas.

Talvez fosse também escrever sobre ficar ansiosa com coisas simplesmente... importantes!

Embora eu ande com a estranha sensação de que, ultimamente, parece mal acreditar no que é nosso e na nossa Selecção, eu (ainda que não-fanática, pouco-crente e bastante-realista), espero mesmo mesmo, mas mesmo mesmo que mostrem aos outros, sem sombra de dúvida, de quem é a melhor!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

A evolução do roubo


Eu diria que, se não fosse trágico, até seria cómico!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Casamento

Estava para aqui a pensar com os meus botões e lembrei-me de três gerações de casamentos:

No tempo da minha avó (detesto esta expressão), como é que as pessoas escolhiam a alma gémea?
Pois, fácil: Iam aos bailaricos da aldeia e (apesar de terem a obrigação de regressarem a casa ao sol-posto e acompanhadas pelas mães), de entre os quinze ou vinte rapazes solteiros (que só haviam três casos: solteiros, casados ou viúvos) daquele raio de, digamos, 10 Km (já considerando os rapazes das aldeias vizinhas), o que lhes parecesse o mais trabalhador, boa pessoa, bem apessoado e que achasse o mesmo dela, era esse.
Para o bem, para o mal e para o péssimo, era até morrerem.

No tempo da minha mãe começou a complicar-se.
Houve o êxodo rural. Saiu-se das aldeias e começaram a encontrar-se na grandes cidades.
Um universo de escolha muito maior. Digamos que 200 homens solteiros com que se cruzavam mensalmente... mais os 12 já divorciados e que precisavam desesperadamente de quem lhes voltasse a tratar da casa... fácil. Muito mais fácil encontrar a alma gémea. Mas aqui já havia o tal universo dos divorciados... hum.

No meu tempo (continuo a detestar esta expressão), como é?
Longas viagens, longas noites sem controle de horários e internet!
Não faço ideia de quantos homens disponíveis ou pseudo disponíveis existirão neste universo, mas devem ser bem mais...
"Conheci um inglês num chat, usamos a web, já fizemos sexo virtual e somos compatíveis, é a minha alma gémea, vamos casar"
Simples!
Deve ser bem mais fácil para a minha geração acertar com a escolha e encontrar uma alma que seja verdadeiramente gémea quando se consegue cruzar com milhões de pessoas, ou não?

Ou, afinal, o que conta não é ser gémea mas sim, principalmente, cooperante?
O que conta é só e apenas a emoção ou será, também, a vontade das pessoas em permanecerem ao lado de outra, aconteça o que acontecer?
Perdemos vontade e tolerância ou mudámos de valores?
Mas então porque é que ainda achamos que teremos de partir em demanda pelo mundo em busca dessa tal alma gémea?

Eu nunca poderia ser apologista da infelicidade.
Acho que quando duas pessoas não se entendem, devem mesmo separar-se.
Só não compreendo é como, apesar das infinitas possibilidades de escolha que temos neste momento, porque é que cada vez acertamos menos.

Apeteceu-me.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Orgulhosamente... orgulhosos!

Isto é para ser um texto curto (e levezinho e pouco profundo e sem traumas e sem complicaçoes e sem derrame de lágrimas e sem arrancar cabelos e, e, e, e...), portanto, fica só o resumo:

E se, agora, o nosso lindo país à beira falésia plantado decidisse dar um passo em frente e tornar-se numa potência?
Se decidíssemos competir como Igual, com os Iguais?

Pois é, se bem estou a ver o mapa, é assim:
Oeste e Sul, oceano Atlântico (passo fora de questão).
Norte e Este, Espanha (único passo possível por motivos-quase para todos-óbvios).

E se agora olhássemos para o lado (o esquerdo de quem está de papo para o ar em cima do mapa, cabeça no norte, claro) e decidíssemos fazer uma coisa daquelas tipo "união"?
Se seguíssemos os exemplos que têm acontecido por essa Europa fora e decidíssemos juntar também os trapinhos?
Se cumpríssemos os intuitos dos Reis Católicos e do D.Manuel (as épocas de glória, como é sabido) e pedíssemos alguém em casamento (como eles faziam), só pelo interesse de criar um maior poder?

E se, numa qualquer e hipotética boda de conveniência, nos tornássemos numa potência económica e juntamente com outro país voltássemos (ambos) aos dias de que tanto nos queixamos sentir saudades?

Eu sou a maior defensora do mundo da nossa Identidade como Nação, mas uma esposa rica que nos trouxesse um dote... que significasse benefícios para ambas as partes... que até aceitasse dormir em quartos separados, nos continuasse a deixar sair à noite, beber uns copos e não chateasse muito... até que nem seria tão mau assim... ou seria?

Cá pra mim... já vi isso mais longe e, embora muitos tivessem ainda mais medo do que quando apareceu aquela coisa chamada "moeda euro"... nem sei se não seria uma boa ideia.

sábado, 24 de maio de 2008

Lost...


Sinto-me assim...
Perdida!Com medo do mundo!
Pequena como um grão de areia que por muito que tente fazer nada pode contra o imenso oceano...
Não pensem que me esqueci de vocês,amigos blogueiros que têm mostrado toda a preocupação,
dado toda a força...
Não esqueci...mas neste momento estou morta para tudo aquilo que gosto.
Vivo com um ar irrespirável que me contamina as entranhas,
um aperto no peito que parece nunca mais terminar...
Uma dor e preocupação que não deixam que o meu coração pare de bater,não por emoção,mas por uma ansiedade corrosiva que me destroi lentamente as forças e se apodera do meu corpo numa apatia que apenas me deixa espaço para me sentir bem no escuro,encolhida na minha concha.
Hei-de voltar,e melhor do que nunca.Hei-de voltar quando me sentir EU de novo.
Até lá vou guardar esta dor para mim,pois partilhá-la sería um acto de sadismo,até mesmo para comigo.
E sádica eu só sou na cama,e nem sempre...
Até já amigos.