sexta-feira, 15 de maio de 2009

(In)decisões

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Já alguma vez repararam que...
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quando a Vida nos troca as voltas...
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e nos coloca perante decisões ou opções difíceis...
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acontece sempre alguma coisa clara e inequívoca que as nos facilitam...
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e nos aponta o caminho a seguir...
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sem nenhuma reticência...
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ou...
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margem para dúvidas...?
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Já?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Tipos de sentido de humor masculino

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Eu vejo três tipos de sentido de humor nos homens:
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O quase existente que é aquele que se resume a uma sonora gargalhada quando o bugs bunny é atropelado pelo autocarro semanal da cidade. É basicamente isso, portanto nem dá para desenvolver grandemente este tipo.
São quase inofensivos pois, ainda que apetecíveis, desapetecem rapidamente.
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O aparentemente existente que é aquele usado pelos homens que revelam já um certo grau de inteligência e, como ouviram dizer que as mulheres gostam, o aplicam sempre que vêem uma fêmea apetecível por perto, fingindo rir do ridículo do riso dos que riem quando o bugs bunny é atropelado pelo autocarro semanal da cidade.
Parece-me um sentido de humor mais perigoso mas apenas numa primeira vista e só para as mais incautas. É o menos honesto, mas também só com grande esforço o conseguem manter durante o tempo que demora a impressionar a tal fêmea apetecível, desaparecendo no momento em que uma aparentemente mais apetecível é avistada, fazendo o "engraçadinho" transferir o que resta da energia para o novo objectivo.
É um humor que só se fabrica e aplica em e para momentos de objectivos.
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O naturalmente existente que é o que realmente acaba por impressionar qualquer mulher mais atenta.
É o que prevalece perante as apetecíveis e as não-tão-apetecíveis. É o que ri do bugs bunny, do autocarro e, principalmente de si próprio. O que faz rir no improviso do momento e consegue que até os outros vejam a parte humorística das pequenas desgraças do dia-a-dia.
São seres com uma apreciável inteligência e bastante mais raros que os anteriores.
Nem sempre se manifestam ou apercebem numa primeira visão e, por isso, mais fascinante se torna a sua descoberta.
Este sim, é o perigoso porque o número de homens que o possuem, se ainda por cima forem também apetecíveis, é manifestamente inferior ao número de mulheres que os querem!
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sábado, 9 de maio de 2009

Divagando…

“Às vezes ainda sinto falta daquela sensação que nada nos pode magoar...”

Li esta frase em tempos num blog de uma amiga (blog entretanto encerrado)… a doce angústia da frase cativou-me e hoje relembro-a porque, não sendo exactamente isso que sinto, acho-me capaz de compreender a angústia que ela encerra.

Apetece-me ao mesmo tempo gritar e ficar calado, sorrir e chorar, correr e ficar quieto… não, não estou apaixonado, antes estivesse… estou com aquela vontade de deixar de ser eu só por uns instantes que fosse (acho que todos já sentiram isso, não?). Não sei o que quero, só sei que quero algo que não tenho. Costumo designar este estado de “angústia existencial”… por me parecer que é a melhor forma de o caracterizar. Curiosamente é mergulhado neste estado que mais facilmente consigo “criar” seja o que for, como se a capacidade criativa fosse catalisada por esta necessidade de achar algo que não se sabe o quê…

Assim escrevi porque isto amanhã passa mas volta… sem avisar…

FATifer

terça-feira, 5 de maio de 2009

Teste de inteligência para lisboetas (eu)

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- Aeroporto de Lisboa, zona das chegadas
- 6 a.m. (da madrugada! -convém salientar)
- Eu com um olho meio aberto e outro meio fechado
- Turista feminina, tentando arrastar dois baús -vulgo malas de viagem- dirige-se a mim.
(Adivinhem vocês a nacionalidade, que isto é um teste de inteligência) :


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- Bom djia! Cê sabi como qui eu faço prá chegá na gárganta do djiabo?
- Bom dia (a boa educação dá-nos sempre mais uns segundos para raciocinar) Ahhh... hum... será a "Boca do Inferno"?
- Cê vê, Niuton, eu bêm qui sábia que tinha qui vê com Sátánaiz!
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:)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

:)

E se,
numa livraria,
de repente uma completa desconhecida te pedisse para lhe meteres a mão na mala,
isso é...

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Porque acabara de pintar as unhas!

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(E o telemóvel tinha tocado...)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Sorte geográfica

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(Ainda a propósito do texto anterior)



E então?!

Eu acho que nós sempre fomos muito à frente!
(Ou muito intelendidos)
Por exemplo: enquanto os nuestros hermanitos tentavam trepar a bochecha e davam com os burros na América, já nós sabiamos que nos bastava deixar escorregar pelo rego para descobrir o caminho maritimo para a... hum... Índia!

;)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Azar geográfico!

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Ahh, ahhhh!

Finalmente compreendi!
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Graças a uma imagem publicada pela Who Am I no blogue dela, finalmente percebi porque é que Portugal não sai do buraco e há países na África ainda piores do que o nosso!

Qual Sócrates, qual quê!

A isto chama-se azar geográfico!

Tá explicado!




(E dispenso comentários ou piadinhas sobre o facto de que esta imagem possa ter algo a ver com as nossas comemorações sobre a passagem do primeiro de muitos e longos anus)

;)

domingo, 26 de abril de 2009

Viagens no meu mundo… IV

Ontem senti uma vez mais algo que é difícil de descrever, porque não podemos ter saudades de algo que não vivemos, ou podemos? Poderemos ter nostalgia de um tempo que não foi “nosso”?
Sempre que vejo isto:

Sinto-me invadido por uma sensação de perda… olhar para as ruínas do que foi o pequeno estábulo do meu avô materno deixa-me invariavelmente assim. Ao contrário do meu avô paterno (de quem já falei aqui) nunca tive a honra de conhecer o meu avô materno, pois morreu antes de eu nascer.

Por vezes sinto que com ele morreu assim grande parte da minha ruralidade. Por mais que não me ache um menino da cidade que acha que o leite vem do pacote, penso que teria ganho muito mais apego à terra se tivesse privado com este meu avô, se o tivesse ajudado a escovar o cavalo, se tivesse participado na vindima, se tivesse aprendido a beber o vinho novo ainda da pipa. É de tudo isto que sinto falta quando olho aquelas ruínas, sinto falta de uma parte de mim que nunca foi…









Resta-me “lembrá-lo” através das histórias que a minha mãe conta e nas raras vezes em que abrimos uma garrafa (já temos muito poucas) das que ele fez especialmente para o meu pai e para o qual escolheu as melhores uvas – é um vinho sublime!

FATifer