domingo, 7 de junho de 2009

“Texto Humorístico”


Falando de “inversão de papeis” se a deusa Pax escreve algo mais sério devia eu escrever algo mais descontraído? Ela diz que sim e acrescenta: “…tu cumpriste muito bem aquele desafio da cena erótica, aposto que no humorístico cumpres bem também!” (para quem não se lembra do texto em causa, vá procurar lá no meio de uma das minhas “histórias” que agora não me apetece fazer-vos a papinha…)

Ora já disse aqui, por várias vezes, que o desejo de uma deusa é uma ordem pelo que, este terá de ser (custe o que custar) um texto humorístico!

Ah e tal o humor deve ser espontâneo…. Sim, sim mas neste caso é humor porque eu quero e nem se atrevam a pôr em causa! Ok? (ainda bem que estamos entendidos)

Onde ia mesmo? Ah, pois “texto humorístico”… ora bem… humor? humor?... ah! Posso contar uma anedota (como estou a escrever, sim a contar seria uma desgraça, até pode ser que consiga que sorriam, sempre será um começo)…

Uma anedota?... uma anedota?... não me lembro de nenhuma!! … sim, pois podia ir ao mail mas assim não era espontâneo! Que se lixe a anedota!

Já sei! Um cartoon, assim ninguém poderá dizer que isto não é um texto humorístico!


Pois tenho a certeza que estão a rebolar no chão de tanto rir, tá feito, não mexe mais.




Não estão? É fraquinho? só deu para sorrir?... ora esta… e agora? A deusa Pax tem sempre razão e se disse que eu faria um bom texto humorístico… não podemos criar aqui um paradoxo! Sim, mais um esforço (qual Suchard Express, qual quê?!)

Pronto lá terá de vir a anedota…

No outro dia, uma rapariga telefonou-me e disse...
"Queres vir cá a casa? Não está cá ninguém."
Eu fui lá a casa.
Não estava ninguém.


Então já estão a rir?… não?

Bolas que este público é exigente!

Bem podia contar-vos sobre o dia em que dei uma cabeçada num vidro de uma paragem de autocarro (estava tão limpinho que…) mas isso não teve piada nenhuma, eu pelo menos não achei!

E falar das eleições ou da selecção nacional de futebol… bem aí que é que não tinha mesmo piada nenhuma!


Então é assim… se se riram, o mundo está como estava, a Pax tem razão, etc… se não se riram, acabámos de entrar numa realidade paralela onde eu não tenho piada, a Pax não tem razão… basicamente o mundo está perdido!!


Bom domingo e boas férias (para quem se aplique),
FATifer

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O calculismo!

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O calculismo aplicado às emoções é uma das coisas mais inúteis, ridículas, incoerentes e que mais as podem prejudicar!
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Há uma prática que me apraz sobremaneira observar: o jogo do deixa-cá-fingir-que-não-mas-estou-mortinho/a-para-lhe-ligar!

É aquele jogo em que cada um se acha mais inteligente do que o outro e cada um faz questão de ser o predador e de que o outro seja a presa, sem se aperceberem de que quando morderem, mordem a própria cauda, de tanto que andam à roda!
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Um exemplo mais concreto:
Fulano conhece fulana na night e vice-versa. Ela agrada-lhe de todas as formas possíveis, como havia muito ninguém o fazia e ela sente exactamente igual. Trocam conversas, sorrisos e olhares. Guardam vontades e desejos.
Darão a entender o que sentem?
Não! Que nunca se dá nada antes da certeza de haver algo para se levar em troca!
Fulano não quer parecer que anda à procura de alguma coisa (até porque não anda e sabe bem o seu enooorme valor) e fulana não quer parecer desesperada (até porque não está e também sabe bem o seu enooorme valor).
Fulano e fulana partilham números de telefone como algo perfeitamente ocasional, como simulam fazer com qualquer pessoa, até porque nenhum aparenta que se lembrará de que o fez, depois de uma noite de sono.

Fulano vai para casa e tem dificuldade em adormecer. Pensa em como aquela mulher o fascinou e em como poderia ter acabado a noite ou algo mais...
Fulana vai para casa e não consegue dormir. Pensa em como aquele homem é fascinante e em como poderia ter começado a noite ou algo mais...
Dia seguinte: fulano já olhou para o número umas 948 vezes e fulana finge que não se lembrou de lhe ligar outras tantas.
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Fulano pensa que se ela tiver interesse que lhe ligue!
Fulana pensa que se ele tiver interesse que lhe ligue!
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Eles até ligariam, mas... no dia seguinte seria demonstrar demasiado interesse. E isso iria, certamente, desinteressar o outro. Talvez daí a duas semanas. Não! Duas semanas seriam um excesso porque pareceria mesmo desinteresse!
Uma semana! Isso! Caso não liguem (mas que raio de merda se o outro não liga), ligar-se-ão daí por uma semana! Não! Isso seria demasiado óbvio, pareceria que tinham contado os dias. Uma semana, um dia, oito horas e vinte minutos! Assim sim, parece perfeitamente ocasional!
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Fulano e fulana torcem-se e contorcem-se numa luta diária do «deixa cá ver se é hoje que liga, que não, não serei eu quem lhe vai ligar!».
Sete dias depois o telefone dela toca e como já tinha passado seis dias a correr em vão, desta vez nem se lembra que pode ser ele. Mas é! E ela tenta que a voz não traga emoção: «Quem?» (É ele, é ele, é ele!) «Ahh... sim... acho que sim... lembro... sim...» (Ligou, ligou, ligou!) «Amanh...ã...ã...» (Lembrou-se, lembrou-se, lembrou-se!) «Pois... pode ser... acho que posso, sim» (Yupi, yupi, yupi!).
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Ele desliga achando que a fulana é uma convencida e o interesse de sentido único. Foi estúpido! Provavelmente estará no final de uma longa fila de interessados. Seria mais um com quem ela iria intercalando os tempos mortos. Pensando bem, afinal, já não lhe interessa assim tanto. Sabe que o tempo lhe atenuará a vontade. Não é a primeira vez, não será a última.
Amanhã inventará uma urgência no trabalho a nunca mais a verá!
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Onde terá ficado a simplicidade e a sinceridade de um «adorava ver-te de novo», de um «gosto-te», de um «apeteces-me», de um «quero-te»?
Que foi feito do impulso, do repente, da surpresa?
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O "Forrest Gump" sempre foi um dos meus filmes preferidos. Em grande parte por isso mesmo: pela minha admiração pela simplicidade e incapacidade para o calculismo ou jogo que algumas pessoas têm. Pelo exemplo, pela raridade da faculdade que possuem: serem, fazerem e dizerem exactamente aquilo que lhes vai na alma, no segundo que lhes passa a alma. Nunca perdem o momento. Não ficarão presas no "como seria se...".

Ainda que alguns as vejam como desajustadas, essas pessoas são as que nunca perderam o toque de algo que lhes tenha apetecido tocar, o cheiro do que lhes apeteceu cheirar e a oportunidade de terem tudo aquilo que desejaram possuir pois, ainda que não o tenham conquistado, viverão bem com isso, pois sabem que não foi por não terem pugnado ou dito que o queriam!
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quarta-feira, 3 de junho de 2009

“Tem a mania que é pessoa!”


É assim que costumo caracterizar os seres que, tendo um ar sobranceiro e arrogante, se acham mais que os demais. Para poderem entender o alcance desta minha “classificação” terei de explicar que para mim só é considerada pessoa (volto a dizer por mim) quem eu acho que merece e não qualquer ser que aparente pertencer à raça humana (radical, xenófobo, elitista, convencido, digam e pensem o que quiserem mas é assim que penso!).

Algumas destas “entidades” têm a capacidade de me fazer sair do sério (por instantes) e pensar ou ter vontade de chegar a vias de facto, isto é, mostrar-lhes (de modo doloroso) que não passam de desperdícios de espaço, reduzindo-os à sua insignificância… sim, por mais que esteja a precisar de exercício seria um desperdício da minha preciosa energia para não falar do facto de ter de sujar as minhas preciosas mãos com quem não merece...

Ok, para quem não tenha entendido o tom (hiper) irónico e esteja agora a pensar que sou um monstro ou pior, que sou exactamente aquilo que digo abominar, apenas dizer que isto não passa de um desabafo porque por vezes, temos mesmo que nos conter perante certas coisas, o que nem sempre é fácil…


FATifer

terça-feira, 2 de junho de 2009

Bem-vindos ao Blogocómio!

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Andando por aqui numa sondagem de mercado, lembrei-me de algo que faria mesmo falta nestas andanças: um Blogocómio!
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Nas minhas curtas e quase posso dizer recentes andanças pelo mundo blogocoiso já deu para perceber o que todos certamente perceberam há muito: que há vários tipos de maluquice por aqui!
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Felizmente, os blogguers com quem mais contacto, com quem mais interajo possuem aquele tipo de loucura a que chamo loucura saudável, ou seja, mandam umas parvoíces para o ar e depois tentam sair de baixo antes que lhes caiam em cima, o que, teremos de admitir, nem sempre conseguem, pelo que o objectivo do Blogocómio visará o aperfeiçoamento da velocidade!
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Esse tipo de loucura saudável é benéfica para a saúde, tanto física como mental pois proporciona exercício em ambos os campos. Também aporta boa condição aos que com eles lidam pois fortalecem os músculos do abdómen ao contorcerem-se quer com dor quer com riso.
É o tipo de loucura que eu desejo de que nunca se curem!

Portanto (tanto para os saudáveis quanto para os outros), estão abertas as inscrições!
Ainda temos vagas para a Direcção, para a Secretaria, para o Apoio domiciliário e algumas (menos, mas com uma cunhazita pode ser que consigam) para as suites ou camaratas (dependendo também das preferências sex... pessoais, digo)
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O resultado não é garantido mas não será por falta de choques elétricos!
Então, quem se inscreve?
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;)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O lançamento do ladrating

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Tenho de confessar que estou um cadito chateada.
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Disseram-me que iria haver ontem o lançamento de um livro.
Como gosto de ler e até engraço com o autor, pensei «Boa! Até que entre o ski da Serra de Sintra e o jogo do Paços de Ferreira (que ía disputar a taça com um daqueles clubezecos do norte) tenho uma hora de que posso dispor e, se é um lançamento, mal seja que arremesse algum calhamaço de 600 páginas que me parta a cabeça, que não tenha levado livros para todos ou que eu não consiga saltar o suficiente para agarrar algum e sempre poupo uns euritos»
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Pois!
Sabem como é aquela coisa que se faz pelo telefone do «Ah e tal ganhou uma jarra de cristal e um fim de semana na Jamaica com tudo incluído entre as 15 e as 19 horas»? Sabem? Foi parecido!

Os livros não só não foram lançados (que eu até tive de me curvar para o apanhar de uma prateleira junto ao chão), como as senhoras que se colocaram estrategicamente no balcão próximo da saída me perguntaram (com os dedinhos a segurarem o canto da etiqueta do preço) «É para oferta?» Pois eu também achava que sim mas está mais que visto que não!!!
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O que ainda safou a tarde foi o facto de o autor me ter assinado (dedicado, portanto) a primeira página do manual, onde escreveu que esperava que eu gostasse de o snifar (enfim, tem de se lhe dar o desconto pelo vedetismo) e carimbado (se bem que o carimbo nem foi ele quem colocou que escrever textos qualquer um faz e eu sou a prova viva disso mas conseguir que as letras do carimbo fiquem direitas não é para qualquer um!)
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E como não quero fazer publicidade gratuita a um livro pelo qual já corri todos os dicionários e ainda não encontrei a tradução de "ladrating" para que possa sair da capa e começar a ler pela parte de dentro (e além disso também me esqueci de comer e beber o que o canídeo tinha levado para a entrevista), não vou dizer que é o novo livro do Rafeiro Perfumado, da Bizâncio e se chama Are You Ladrating To Me?
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Ora toma!
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Ah! Sr. Rafeiro, como lá não me identifiquei, digo-te agora: eu era aquela igualzinha à Nicole Kidman só que mais pobre, mais baixa, mais gorda, mais feia e mais morena, remember now?
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Parabéns

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pelo

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livro!

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:)

domingo, 31 de maio de 2009

Viagens no meu mundo… V

Desde que faço o caminho que actualmente faço para sair da “minha” Lisboa e ir trabalhar (falo do que faço mais comummente, por vezes vario), já tirei inúmeras vezes fotos mentais ao aqueduto e penso sempre que devia trazer a máquina e tirar umas fotos. Ontem, depois de um almoço muito agradável onde fiquei a conhecer pessoalmente mais alguns elementos da parte da blogosfera por onde ando, à volta para casa decidi parar e tirar as tais fotos – aqui ficam dois exemplos:





E como ontem parecia ser dia de dar uso à máquina, fui para a varanda ver o fogo-de-artifício e não resisti a tirar mais umas fotos:









Assim se passou o meu sábado…

Hoje fui aqui:




E dentro do saco trouxe um exemplar desta obra:



Devidamente autografada e carimbada pelo autor!

Mas como hoje também estava para tirar fotos, aqui fica mais um exemplo daquilo que me dá para fazer quando tenho uma máquina na mão:




E assim, com mais imagens que texto, resumi (resumidamente) o meu fim de semana…


Votos de uma boa semana para todos,
FATifer

sábado, 30 de maio de 2009

Bom Fim de Semana!























Para que não achem que eu só digo mal daqueles cerca de 50% da humanidade que não são o género feminino (são o outro), porque odeio generalizações (e, portanto, acredito que só cerca de 98,93% desse tal género é que mereceriam que dele se dissesse mal), porque nunca digo mal mas só e apenas a verdade (não tenho é culpa que a verdade coincida com o mal, não é?!) e porque gosto de os deixar ficar por cima (mas só de longe a longe para não ganharem hábitos estranhos), aqui ficam os votos de um Sorriso que se prolongue pelo Fim de Semana!

P.S.
Se clicarem na imagem ela estica-se!
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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Olhando para o lado…

Hoje, 18:30, semáforo do Marquês de Pombal ao sol. Pára ao pé de mim um jovem numa scooter: chinelos, calções e t-shirt, capacete aberto e sem luvas – o contraste comigo era de tal modo evidente que me levou a pensar neste texto que escrevi por aqui. Sim, eu estava em cima de uma moto com: botas, blusão, luvas e capacete integral. Não contesto que teria muito mais calor que o jovem a meu lado mas não me estou a ver a trocar de lugar com ele e não é pelo facto de não ser grande amante de scooters!!


FATifer