segunda-feira, 2 de abril de 2012

Cães e carteiros...

Se o mundo fosse como os teoremas matemáticos tinha acabado de provar que a teoria de que os cães não gostam dos carteiros é falsa. Digo isto porque acabei de ver uma sra carteiro (carteira soa mal não é?) a ser efusivamente cumprimentada pour um cão aqui na rua. Ok, até podemos considerar que sendo uma mulher estou logo à partida a mudar as regras mas é um facto que o cão estava contente de vê-la e não ladrou ou tentou mordê-la. A dona do cão até estava com alguma dificuldade em acalmá-lo…


As coisas que vejo da minha varanda…

FATifer

sexta-feira, 30 de março de 2012

Férias…


Ah… férias… já tinha saudades! Por mais que o ano passado tenho passado cerca de 7 meses de “férias” é sempre diferente a sensação de saber que estamos de férias realmente. Sim a próxima semana vai saber muito bem, por muitas razões…

Estou de férias e desejo a todos um bom fim de semana!


FATifer

domingo, 25 de março de 2012

… mais uma semana

Esta foi uma semana interessante (além daqueles que ficarão na esfera privada), 2ª feira fui à casa Fernando Pessoa ouvir dois alunos da escola do hot club e ontem voltei lá para ouvir um recital de poesia que até teve como bónus a actuação do João Afonso. Foi uma tarde bem passada…


Por falar em poesia convido-vos (quem ainda não viu) a ver e ouvir este Homem:



De resto, para os que desejaram que tudo corresse bem, tenho reportar que a minha querida mãe já foi operada e está tudo a correr bem, por mais que a recuperação seja lenta e chata por obrigar a repouso quase absoluto.

Ah e já tenho uns óculos novos…


FATifer

domingo, 18 de março de 2012

Viagens no meu mundo… XV _ um dia histórico

É verdade, acrescentei um subtítulo à numeração pois ontem foi, na verdade, um dia histórico. E porquê perguntam vocês? (relembro que estamos no meu mundo pelo que a importância do que se segue tem de ser vista a essa escala, sim estou a engonhar só para vos fazer sofrer gente curiosa :P). Ontem passei a ferro a minha primeira camisa (e mais nove de seguida)! Eu sei, para vós o espanto estará, principalmente para aqueles que sabem a minha idade, em como só agora cheguei a tão básico ponto da evolução humana (e até já estou a ver alguns com alguma inveja mal disfarçada). Pois é, gostava de dizer que foi por uma razão altruísta e nobre mas não é bem o caso, foi mesmo porque, infelizmente, a minha mãe não pode (ou deve) sair da cama dado que está com um descolamento de retina ao qual vai ser operada em breve. (Aqui impõe-se uma explicação para os que já estão escandalizados de ainda ser a minha mãe que passa as minhas camisas a ferro. É algo que ela faz porque quer, repetidamente disse que o faria se ela assim o entendesse mas dada a perícia e disponibilidade seria estúpido da minha parte não aceitar que ela o faça – orgulho sim mas sem ser parvo!).

Passado o anúncio solene de que finalmente desbravei a última fronteira que me faltava nas lides domésticas, continuo esta viagem com a informação que terei em breve óculos novos. Não por vontade própria mas porque estando os actuais partidos e a colar a ver se os consigo usar até ter os novos (não podendo aproveitar as lentes pois não há armações iguais e sendo que é “raro” uma das minhas lentes estar em stock pelo que tem de ser sempre encomendada), não tenho alternativa senão esperar por uns novos mas aproveitei para tentar mudar de visual.

Termino mais esta curta viagem com mais um dos meus dos olhares desta minha Lisboa…



  
FATifer

sábado, 10 de março de 2012

Fotos…

A vontade/inspiração não é grande por isso deixo-vos as últimas fotos “artísticas“ de minha autoria…



Será que o mundo tem de ser sempre visto focado e nítido? Acho que esta foto tem o seu encanto assim….


Da minha varanda… (tal como a anterior)


Por fim a prova que boa parte da barba foi aparada (como se mudando o aspecto algo mais mudasse…)


FATifer

sábado, 3 de março de 2012

Estou triste…

Estou triste… porque perdi a vontade de estar feliz.
Estou triste… porque, por momentos, deixei de acreditar que algo melhor virá.
Estou triste… porque não quero fazer o esforço de não estar.
Estou triste… porque me sinto cada vez mais perdido em mim e na vida.
Estou triste… porque não sou a pessoa que penso ser.
Estou triste… porque estou farto de fingir…
Estou triste… porque começo a não distinguir a máscara da cara.
Estou triste… mas talvez amanhã esteja feliz…

FATifer

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

“Um Encontro Perfeito” – desafio (parte V)

Vem à varanda e sente o vento quente daquele fim de tarde de verão, lá se foi o efeito refrescante do gel de banho, pensa. Olha ao longe o sol a querer mergulhar no mar e sorri. Volta para dentro e dirige-se à garagem, pelo caminho passa pela cozinha e agarra numa mala térmica que coloca na bagageira do carro. A porta da garagem abre e arranca. O caminho pela marginal é feito num instante. Estaciona o carro ao lado do carro dela e dirige-se ao elevador. Na porta do apartamento um bilhete “entra que estou a tomar banho”. Timing perfeito, pensa. Usa a chave para entrar, como fora instruído e dirige-se à cozinha colocando o conteúdo da mala térmica no frigorífico.


- Estou no banho mas podes subir.
- …vou já, estou só despir o casaco.

Sobe as escadas e dirige-se ao quarto, espreita pela porta da casa de banho. Na banheira circular cheia de espuma está uma mulher de longos cabelos castanhos avelã, olhos azuis, rosto angelical. Vê a ponta de um joelho e as mãos e braços aparecendo ocasionalmente por debaixo do mar de espuma.

- …chegaste cedo.
- mas já estavas à espera, deixaste o bilhete.
- Já te conheço… queres entrar?
- … tentador mas já tomei um duche ainda à pouco. Acaba que eu fico ver-te.
- Voyeur!
- … diz o roto ao nu.
- A nua ao vestido neste caso concreto.

Soltam ambos uma gargalhada.

- Bom vou lá abaixo fazer uma chamada, acaba o teu banho…
- … fazer uma chamada?... hum… vou fingir que acredito… que é que tu andas a magicar?
- Eu? Magicar?
- Sim tu… vai lá que ainda vou escolher o que vestir.
- Não preciso assim de tanto tempo para a chamada.

Voou um sabonete em direcção à sua cabeça mas ele desviou-se a tempo.

- Estás a melhorar a pontaria!
- Vê lá se queres que acerte!
- … fica para a próxima, até já…

Saiu da casa de banho e houve um compasso de espera antes de se ouvir os seus passos escada abaixo dirigindo-se à cozinha. Ela levantou-se, saiu da banheira e foi até à cabina de duche para passar o corpo por água. Sente os músculos contraírem e a pele arrepiar-se enquanto a água fria escorre pelo seu corpo. O duche frio dura apenas alguns segundos, sai da cabine de duche e olha-se ao espelho enquanto se enxuga. Lembra quantas vezes ele tomou esse papel e quão bom é ser enxugada por ele, “espero que tenha uma boa desculpa para se ter escusado a isso hoje”, pensa enquanto se observa ao espelho, as suas formas, muitos já disseram perfeitas. Pendura a toalha e vem para o quarto, em cima da cama um lindo vestido branco cumprido e leve, quase transparente. Como é que adivinhou que ia escolher este? Pergunta-se enquanto escolhe a lingerie a condizer. Veste-se calmamente e perfuma-se. Desce as escadas devagar. A voz melodiosa de Esperanza Spalding enche o ambiente numa música calma que reconhece “short and sweet” mas dele nem sinal. Olha para o terraço. Uma mesa e duas cadeiras ladeadas por uns archotes acesos parecem esperar por eles. Em cima da mesa um frapê onde se distingue o topo de uma garrafa com a rolha pronta a ser tirada, ao lado uma taça com morangos e dois flute. Ao longe o sol acabado de mergulhar no mar ainda tinge o céu de um laranja vivo especialmente na linha do horizonte. Dirige-se para o terraço na expectativa… não o vê, passa pela mesa e não resiste a tirar um morango que trica com aquela suavidade selvagem que só as mulheres sabem ter. Dirige-se até à ponta terraço sentido a brisa quente de verão moldar-lhe o vestido ao corpo. Ouve finalmente a rolha a saltar como esperava e o som de copos a encher. Vira-se, ele tem uma rosa na boca e da sala ouve-se os primeiros acordes de um tango. Ela sorri e dirige-se a ele, tira-lhe a rosa com a boca, ele agarra-a e começam a dançar. O espectáculo seria digno de ser visto mas não têm público, interpretam a música como dois amantes que são, na cara de ambos é evidente o extremo prazer que têm de dançar juntos. A música acaba, a flor está desfeita no chão de tantas passagens de boca em boca. Olham-se nos olhos, abraçam-se e vêm até a mesa para se refrescarem com champanhe e deliciarem com os morangos.

- Estiveste bem… não estava à espera desta.
- É bom ainda te conseguir surpreender…
- …humm estes morangos estão divinos…
- …ai sim? Deixa provar…

E come o resto do morango que ela ainda tinha por fora da boca tudo misturado com um beijo.

- Tens razão… estão óptimos!
- Lambão…

Os morangos e o champanhe não duraram muito, ela olha-o com cara de quem quer mais, ele pega na mão dela e dirigem-se à cozinha. Em cima da bancada está um pote com mel, uma taça com chocolate derretido e ainda outra com morangos.

- Vamos queimar estas calorias todas?
- …era essa a ideia, porquê não te agrada o programa?
- Acho que falta qualquer coisa…

Ele dirige-se ao frigorífico e tira uma taça com chantilly e outra garrafa de champanhe.

- … melhor assim?
- Sim, agora está melhor…

Pegaram nas taças e rumaram ao quarto. A noite ainda estava a começar e muitas danças havia ainda pela frente…


Fim

FATifer

“Um Encontro Perfeito” – desafio (parte IV)

Parou a moto à frente do que fora outrora o alpendre, diante si os restos da cabana em escombros. Nunca mais tinha tido coragem voltar a este lugar. Perguntava-se porque o teria feito? Sim o bilhete, era real, a sms… também… mas… porque estava ali? O que esperava encontrar?


Não queria pensar no que tinha acontecido naquela noite mas estando ali, era difícil evitar. Até hoje tinha-se sempre focado na parte boa, aquela visão de Catherine deitada no chão em frente à lareira era como a queria recordar. Desligou a moto, retirou o capacete. “Agiste sem pensar”, pensou para consigo. “O que estás aqui a fazer?”, “Quem estará por detrás disto?” perguntava-se olhando em volta. Por fim cede e recorda os eventos daquela noite. O grupo de homens que entrou na cabana. A forma com a levaram para um carro. O prazer com que lhe haviam batido e deixado por morto. Recorda depois a forma como matou um a um todos eles, ainda consegue ver as suas caras suplicando pela vida. Mas todos disseram que ela estava morta e por isso deixou de procurar… Apetece-lhe gritar e até podia mas para quê? Há anos que a sua vida era só trabalho para não ter de se lembrar dela e agora estava aqui, de volta a este local, qual marioneta no jogo de alguém, mas quem? Quem poderia ainda conhecer aquela sua história?

O som de um carro ao longe fá-lo voltar ao presente. Fixa o olhar no caminho. À medida que o som se torna mais próximo, um sorriso nasce no seu rosto. Reconhece o som, é um Jaguar E type. Alguém tem um sentido de humor perverso mas está decido a pagar para ver quem.
O carro aparece por entre as árvores e pára a uma distância que não lhe permite identificar quem está atrás do volante. A porta abre-se, a luz da lua cheia ilumina o vestido branco…

- Catherine?...
- …
- … é impossível! Tu estás morta!
- Não Ricardo… tinha de pagar a minha dívida, disse que traria o jag da próxima vez…
- …mas…
- Não me peças para explicar. Sei tudo o que fizeste. Como me procuraste. Mas eu não podia deixar que me encontrasses. Acredita em mim e perdoa-me.
- Catherine…

Estavam frente a frente, olhos nos olhos. Ele estende a mão e toca-lhe no rosto, ainda na dúvida se o sentiria. Limpa a lágrima que escorria já face abaixo e abraça-a. As bocas encontram-se sedentas uma da outra. Os corpos colam-se. As mãos passeiam-se e os corpos acusam o seu toque. Ouve-se um tiro e no mesmo instante os dois amantes jazem inanimados ao luar.



- Acaba assim? Não gosto!
- …não?
- Não!
- … mas sou eu que estou a escrever…
- Sim mas pediste a minha opinião.
- É verdade…
-… já sabes que gosto de finais felizes e este é muito triste! Acho que levaste a tua mania de surpreender o leitor longe demais.
- Aceito o teu ponto de vista mas vais ficar assim. Agora tenho de desligar, obrigado pela opinião. Beijo.
- E …


João desligou, tinha de acabar de formatar a história para enviar para o editor. “Falta aqui um ponto e um espaço, isto tem de ser em itálico, pronto terminei, agora é só enviar. Já está.” Pensava alto à frente do pc. Levanta-se e dirige-se à casa de banho. Despe-se e entra no duche. Deixa a água quente escorrer pelo corpo. Agora que tinha acabado não queria mais pensar em nada, concentra-se apenas na água, o som que faz ao cair na sua pele.
A custo fecha a torneira. Estendo a mão pega no toalhão para se enxugar. De volta ao quarto abre o armário de escolhe umas calças e uma camisa, olha para baixo para escolher os sapatos e lá se decide. Coloca as roupas em cima da cama e os sapatos no chão e volta à casa de banho para se perfumar. De volta ao quarto veste-se em frente ao espelho pensando no que tem planeado para essa noite.


Continua…


FATifer