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domingo, 6 de julho de 2008

Rotinas...

Hoje quando me entregava a algo, que já foi uma rotina para mim mas hoje é apenas um acto esporádico a que me obrigo de vez em quando… (falo de algo que alguém que tem uma mota e gosta de tomar conta dela, sabe bem o que é, o ritual de limpar a mota, de a pôr a brilhar… eu tenho duas e hoje decidi pô-las a brilhar…) mas, como dizia, este ritual para mim já foi uma rotina e por isso lembrei-me de vos falar sobre rotinas…

Rotinas… todos temos as nossas… pergunto-me se conseguiríamos viver sem elas? Devia talvez definir “rotina” e falar de todo um conjunto de teorias que tentam explicar o conceito mas… em vez disso pergunto-vos se não conhecem pessoas que, por e simplesmente, não conseguem fugir a determinadas rotinas de tão arreigadas as têm nas suas vidas, não? – sempre que falo neste assunto, lembro-me dos pais de um amigo de infância que tinham de sair da praia de forma a chegar a casa às 13h pois era essa a hora de almoço! Sempre me fez muita confusão aquele modo de estar mas…

Como disse todos temos as nossas rotinas… proponho-vos o seguinte exercício (se é que já não o fizeram) tentem “olhar” para um vosso dia “normal” e detectar o conjunto de actos que fazem que possam classificar como rotinas. Depois pensem “se não fizer isto ou aquilo como me sinto?” digo-vos que podem até surpreender-se!...

Conheço pessoas que, se não cumprem uma certa rotina ficam visivelmente afectadas, chegado a ficar irritadas! Outras até parecem não ter rotinas (mas não será isso em si uma rotina? Ok, já estou talvez a exagerar… )

Não sei se concordarão com esta minha ideia mas penso que o que estamos permanentemente a fazer é a tentar criar rotinas. A rotina é forma que temos de lidar (“dominar”) o que nos rodeia. Quando aprendemos a fazer algo o que fazemos? Memorizamos o conjunto de acções necessárias a executar certa tarefa, não é? Assim, aquilo que nos dá esta fantástica capacidade de moldar o nosso meio de acordo com as nossas conveniências é igualmente o que nos prende a fazê-lo… onde estou a querer chegar? … hum… não sei bem… talvez ao facto, que todos já constatámos, que há um conjunto de actos que praticamos todos os dias e que por vezes já nem pensamos porquê os fazemos… o que, para uns é uma “prisão” para outros tornaram-se indispensável… estarei a misturar conceitos de rotinas? Talvez… ao falar no geral corro esse risco… poderão dizer que não devia pôr coisas como lavar os dentes ou tomar banho no mesmo plano de coisas como conduzir um carro (ou uma mota) ou ter de almoçar naquele restaurante… (por falar em restaurante e em rotinas lembrei-me de outra coisa que sempre me fez muita confusão: aquelas pessoas que em casa como numa cantina estabelecem uma rotina, isto é, à 2ª come-se isto, à 3ª aquilo, à 4ª aqueloutro, etc. … sim já comi em cantinas e tive de tolerar este tipo de rotina mas em casa? Não se fosse assim na minha casa talvez não estranhasse mas felizmente não é por isso sempre me perguntei porque fazem isso? Será preguiça? Será porque é mais prático? Ou será que não gostam de surpresas?... eu sempre adorei quando chegava a casa e a minha mãe dizia que tinha um prato novo para o jantar (ok não era todos os dias mas…))

Voltando à questão do lavar os dentes ou do banho, uma coisa é o facto de sermos “obrigados” a fazê-lo outra é como os fazemos, a forma como os encaixamos no nosso dia… se só tomamos banho ao fim do dia ou no início ou as duas coisas… quantas vezes lavamos os dentes por dia… falo nestes dois exemplos mas o mesmo raciocínio será aplicável a muitas outras coisas.


Será que tenho divagar mais para vos deixar a pensar neste assunto?


Fico à espera das vossas opiniões…

FATifer

sábado, 21 de junho de 2008

Vontade de viver…

De onde vem a nossa vontade de viver?

Noutro dia acordei com esta dúvida existencial e tenho estado a tentar dar-lhe resposta (sim por vezes gosto de “perder” o meu tempo com coisas aparentemente inúteis…). Parece-me uma dúvida legítima mas ainda não encontrei uma resposta que me satisfaça. Senão vejamos:

Poderia dizer que é o nosso instinto de sobrevivência que nos leva a satisfazer as nossas necessidades básicas e a sobre viver mas será só isso? Seremos nós apenas um conjunto de impulsos? Não tem muita piada pensar que sim…

Entrar por explicações de carácter religioso não é o meu estilo, até porque considero que será uma saída fácil…

Assim fico neste dilema de tentar perceber algo que se sente. Todos nós sentimos essa vontade – ok, podem dizer que os que se suicidam não sentem. Não vou por aí. Não me sinto habilitado a falar sobre o suicídio até porque, como costumo dizer, sou como o Terminator: “I can’t self terminate” por isso não consigo entender quem o faz.

Porque é que por mais mal que um dia nos corra ficamos sempre à espera que o dia de amanhã corra melhor? De onde vem essa motivação? Alguns investigadores estudam os processos bioquímicos que regulam tudo isso mas resumir-nos à bioquímica também acho que não tem piada e, honestamente, espero que nunca consigam perceber bem esses mecanismos todos senão, o mundo passará a ser um local muito menos interessante.

Então mas como explicar a nossa vontade de viver? Será por querermos sempre ver mais um nascer do sol ou pôr do sol? Será por queremos voltar a ver tudo o que gostamos, pessoas, coisas, locais, etc? Ou será que devo ser perverso e dizer que, tal como em muitos aspectos particular da vida onde procuramos rotinas, também a própria vida se torna uma rotina e é por isso que não queremos que acabe?

Falando de mim, sei que quero viver todo tempo que puder mas não consigo dar uma razão forte para isso… penso que seria um desperdício por e simplesmente abdicar da possibilidade da minha existência mas será isso razão suficiente para querer viver? Não sei?... só sei que gosto de aqui estar, gosto de conhecer pessoas, coisas, locais novos… até gosto de estar aqui sentado a escrever este texto… será isso vontade de viver?

Hum… continuo sem estar satisfeito com as “respostas” que encontro, será que querem dar a vossa opinião?


FATifer

quarta-feira, 11 de junho de 2008

A dúvida do dia

Rotinas:

  • O nosso (des)Governo costuma atira-nos com as medidas previsivelmente impopulares quando?
- Quando andamos entretidinhos com Europeus e afins, ora pois!


Factos:

  • Quem saiu hoje de casa viu que já não há combustíveis nos postos de abastecimento e começa a falta de produtos nos supermercados.

  • Quem saiu (ou não) hoje de casa viu que o entusiasmo pelo futebol em nada foi beliscado pelo facto acima referido.

Dúvidas pessoais:

  • Demos um passo evolutivo gigantesco e já conseguimos pensar em duas coisas importantes e antagónicas simultaneamente, lidar bem com ambas e não deixar que uma ofusque ou prejudique a atenção que damos à outra,
ou

  • Ainda não nos apercebemos da gravidade da situação?
(E não, não me refiro ao facto de Portugal poder não passar dos quartos de final).

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Viagens no meu mundo… X

Já há muito que não jogava mas ontem, mesmo só tendo jogado à baliza, lá fiz o gosto ao pé. Como disse neste texto jogar à bola para mim é bom para a mente… o corpo pode ficar dorido mas enquanto jogamos, se estamos realmente ali, parece que não há mais nada…
Acrescentado que ontem também andei na minha menina (moto) maior que já estava parada há duas semanas, digamos que ontem foi um dia muito bom.

Volto ao que disse neste texto sobre as rotinas para acrescentar que tenho feito (e continuarei a fazer) um esforço para sair da minha área de conforto. Esta é, para mim, a melhor fora de aprendermos coisas novas e isso é algo que sempre gostei de fazer…

Ontem não marquei nenhum golo (e até levei uns quantos) mas senti-me bem, não será isso que devemos tentar fazer sempre, sentirmo-nos bem?


FATifer